"Faça isso" ; "Faça aquilo"; "Vc é asim por isso"; "Sejam assim"; E foi por querer ter todos em mim, que em muitas vezes me perdi..
Na verdade, ninguém queria ser como eu. Todos eram todos, enquanto eu buscava a individualidade . Ser diferente às vezes é bom, porém o preço a sofrer é o que mata. Talvez seria menos difícil ser como todos, ter uma vida como todos, deixar de pensar..”Carpe Diem”
O estranho é que de fato, eu perderia a essência, aquilo que me torna diferente – e que as vezes pode ser bom, mas também em muitos casos é ruim - . Ninguém aceita a diferença, a massificação, o massacre dos sentimentos, a hipocridade da verdade parecem estar cada vez mais maquiados, disfarçados em belos rostos, retrados, belas molduras, “Carpe Diem”..
Parece incrível, mas às vezes, sinto-me só. É difícil lidar com a questão de que todo mundo caminha e você parece apenas estar parado.
A sensação é mesma que estar em uma sala escura, com uma única luz brilhando sobre o seu rosto, porém, não se sabe ao certo de onde essa luz vem. Chamo-a de esperança, que embora longe, às vezes fraca, com pouca claridade, ainda persiste. O que em muitas vezes também me angustia.
Lembro-me de quando era criança, quando minha mãe esqueceu de me buscar. Sentada em um banco, aos prantos, desesperada pela vinda de alguém uqe pudesse me socorrer, com medo, a chamada angustia da espera. Embora tenha ocorrido há muito tempo, é um claro exemplo de como me sinto: uma criança sentada em um banco, ora as vezes ocupado, ora as vezes vazio, pois seus pais já vieram buscar.
Não que seja pela falta de fé, pela falta de alguém, ou pela companhia de alguém. É pela busca constante de algo que nem sei se um dia há de vir..que ao certo nem eu mesma sei.. A espera angustiante de algo que nunca chega e que criam laços entre eu e eu, e me prendem, belas e sutis prisões, aonde o grito de socorro nunca é percebido.
Acho que no fundo, eu só queria ser eu mesma... mas a razão que a sociedade me diz e a emoção do meu próprio ego vivem em brigas constantes.. :/
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