Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Vinicius de Moraes. Rio de Janeiro, 1935
sábado, 24 de julho de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
A verdade é que, por mais que se tenha um bom amigo, nunca se conhece totalmente uma pessoa.
Então, pq esperar a ajuda de alguém ?
Já dizia mamãe : "De boas intenções o inferno está cheio". Com o tempo, fui redefinindo esse pensamento e reconstruí outra : Qdo for pedir ajuda ou a pessoa vai te ignorar, ou ela vai ferrar ainda mais. Das duas, uma. Fato!rs
É bem verdade, que as vezes - ainda que por inocencia - eu acabo transgredindo essa regra que foi "imposta" em minha vida. rs
Mas a vida ensina... e ensina de uma maneira que te faz jamais mais esquecer...
E quem me garante que eu fiz o certo ? E quem me garante que a outra pessoa foi errada ?
Embora seja difícil aceitar, cheguei a conclusão que não vale a pena eu me desgastar, nem me magoar por aquilo que as pessoas me fazem, porque "tenho Deus e isso me basta". Os "maus" serão "castigados" e se eu for um deles, que assim seja feito.
Hoje prefiro encarar isso de frente, tento jogar fora todo esse sentimento e deixar que Deus tire suas próprias conclusões. O que tiver que ser feito, quando tiver que ser feito, e se tiver alguém que precise ser penitenciado, que fique a critério de Deus, somente dele. Até porque, nesse mundo louco, ninguém melhor que ele para saber o que justiça, na prática, significa. Enfim, julgar o outro não é o meu papel. Isso cabe somente a Deus...e foi brincando de querer ser Deus que em muitas vezes me magoei, devo ter magoado e por muitas vezes fui uma pessoa amargurada.
é ilusão, tudo nessa vida é ilusão, é como correr atrás do vento...
Então, pq esperar a ajuda de alguém ?
Já dizia mamãe : "De boas intenções o inferno está cheio". Com o tempo, fui redefinindo esse pensamento e reconstruí outra : Qdo for pedir ajuda ou a pessoa vai te ignorar, ou ela vai ferrar ainda mais. Das duas, uma. Fato!rs
É bem verdade, que as vezes - ainda que por inocencia - eu acabo transgredindo essa regra que foi "imposta" em minha vida. rs
Mas a vida ensina... e ensina de uma maneira que te faz jamais mais esquecer...
E quem me garante que eu fiz o certo ? E quem me garante que a outra pessoa foi errada ?
Embora seja difícil aceitar, cheguei a conclusão que não vale a pena eu me desgastar, nem me magoar por aquilo que as pessoas me fazem, porque "tenho Deus e isso me basta". Os "maus" serão "castigados" e se eu for um deles, que assim seja feito.
Hoje prefiro encarar isso de frente, tento jogar fora todo esse sentimento e deixar que Deus tire suas próprias conclusões. O que tiver que ser feito, quando tiver que ser feito, e se tiver alguém que precise ser penitenciado, que fique a critério de Deus, somente dele. Até porque, nesse mundo louco, ninguém melhor que ele para saber o que justiça, na prática, significa. Enfim, julgar o outro não é o meu papel. Isso cabe somente a Deus...e foi brincando de querer ser Deus que em muitas vezes me magoei, devo ter magoado e por muitas vezes fui uma pessoa amargurada.
é ilusão, tudo nessa vida é ilusão, é como correr atrás do vento...
domingo, 11 de julho de 2010
Melhor Biografia..Janis Joplin

Dia 19 de Janeiro de 1943, às 9:45 da manhã. Seth e Dorothy Joplin se tornaram pais pela primeira vez. Janis Lyn Joplin nasceu em Port Arthur, uma pequena cidade do Texas. Seth e Dorothy teriam ainda mais dois filhos, Laura e Michael.
Janis era uma criança tímida, embora muita inteligente e criativa. Logo quando entrou na terceira série, começou a ter aulas de arte, nas quais ela se interessou muito. Além disso, Janis ainda passava um bom tempo ajudando na igreja e na biblioteca.
Durante o colegial, ela tentou muito se enturmar. Por não ser bonita ou charmosa, ela se tornou um alvo fácil das piadas dos "colegas". Por fora, Janis deixava entender que não estava se importando, mas por dentro ela estava ficando deprimida. Ela começou então a estabelecer certos comportamentos e características. Janis estava se tornando "um dos caras"; sempre se vestindo diferente, sendo rude, barulhenta e além de tudo, começou a ganhar peso. Ela faria qualquer coisa para ser notada, mas chegou a um ponto em que a maioria dos estudantes começaram a odiá-la. Depois de algum tempo, Janis entrou num grupo de cinco garotos e eles permaneceram sendo seus amigos.
Durante o curso superior no Thomas Jefferson High, Janis começou a dar mais tempo à escola. Foi nessa época que ela percebeu seu potencial, começando a vender pinturas e a cantar. Em maio de 1960 Janis se formou. Por um ano ela estudou no Lamar College, para a alegria de sua mãe. Embora tudo isso, ela tinha se tornado inquieta e infeliz. No verão de 1961 Janis se mudou para Los Angeles e em pouco tempo, já estava morando numa área beatnik, em Venice.
No verão de 1962, Janis estava de bem consigo mesma. Ela começou a cantar em público e até mesmo a fazer alguns comerciais. A noite ela trabalhava como garçonete. Foi nessa época em que ela começou a beber.
O verão de 1962 também viu Janis se mudar para Austin. Lá ela começou a cantar com Powell St. John e Lanny Wiggins; com eles, Janis fazia uma banda chamada "The Waller Creek Boys", foi ai que ela começou a cantar blues e rock.
Janis adorava quebrar regras, era uma antagonista, e tinha muita energia. Seu jeito e suas provocações poderiam colocá-la ocasionalmente em problemas. O mundo de Janis consistia em seus quereres e suas necessidades. Ela ficava constantemente embriagada e aprontava de tudo.
Assim, Janis começou a cantar em bares. Ela tocava harpa ou, as vezes tinha algum acompanhamento. O mundo parecia estar se abrindo com ela. Nesse momento todos gostavam dela e tudo que era lamentável em Port Arthur era agora bem-vindo para ela. Janis então, começou a cair em necessidades ainda maiores e acabou entrando no mundo das drogas. O outono de 1964 viu Janis lidando com as drogas, uma maneira para ela de se sentir aceita.
Isso eventualmente tomou sua vida, ela perdeu uma incrível quantidade de peso e se tornou quase um "vegetal". Foi quando seus amigos acharam que estava na hora dela voltar para Port Arthur. No verão de 1965 Janis retornou para sua casa. Ela tentou muito se acostumar à Port Arthur, vestindo roupas legais, indo a lugares legais... Janis sofreu muito neste momento de sua vida. Sua cabeça estava bagunçada e ela estava deprimida na maior parte do tempo. Cantar seria sua única salvação.
Em alguns meses Janis deixou o Texas para voltar à São Francisco, e foi nessa época que ela se juntou com o "Big Brother and The Holding company". Ela chegou dia 4 de Junho, em 1966, justo quando as coisas estavam começando nas esquinas de Ashbury e Haights. Janis produziu músicas cheias de energia e criatividade, e isso trouxe o abuso de drogas mais poderosas.
Nessa época, Janis começou a andar com o "Grateful Dead". Beber se tornou um hábito enquanto ela tentava acabar com o vício das drogas. Ela estava solitária e ainda infeliz. Mas por causa disto, Janis não pôde ficar longe das drogas. No final de 1966, Janis e o "Big Brother" receberam um contrato com uma pequena gravadora, onde chegaram a gravar um álbum, mas este não foi lançado até que eles se tornassem conhecidos nacionalmente. Por isso, eles não continuaram muito tempo com essa gravadora.
Após o Festival de Monterey em 1967, eles conseguiram um empresário; Albert Grossman. Naquele ano Janis estava feliz, tudo estava dando certo; a banda estava gravando e fazendo boas performances, Janis não estava mais excluída, e sua figura estava perfeita.
Tocar no Anderson Theater em New York, lançou a carreira de Janis Joplin. Assim, a banda conseguiu um contrato com a Columbia records. Altas mudanças estavam ocorrendo na vida de Janis em uma velocidade incrível, e ela estava tendo dificuldades com estas mudanças e com a noção de que ela estava se tornando uma "estrela". A banda e Janis começaram a entrar em conflito. Rolavam comentários de que a banda não estava tocando bem e fazendo suas performances sem se preocupar com os detalhes. O "Big Brother" ficava no fundo do palco enquanto Janis estava à frente, e isso os incomodava muito. Eles estavam se sentindo desconhecidos diante de toda a fama que Janis Joplin estava conquistando.
No começo de Agosto de 1968, o álbum Cheap Thrills foi lançado. Ele tinha demorado muitos meses, mas finalmente estava pronto. Os produtores sentiram que ele poderia ser melhor. Existiam muitos defeitos e pouco tempo para trabalha-los. Poucos meses depois do lançamento do álbum, Janis se separou da banda.
Em 1969, Janis conseguiu formar outra banda, mas ela perdeu o grande som que ela tinha com o "Big Brother". Nesse tempo, seu abuso de heroína estava se tornando pesado demais. No outono de 1969 ela lançou Kozmic Blues.
Em Abril de 1970, Janis e sua terceira e última banda estavam juntos. Eles eram conhecidos como "Full Tilt Boogie Band". Janis tinha acabado com seu vício de heroína, e a banda tinha um ótimo som. Janis começou a fazer shows com a banda em Maio daquele mesmo ano. A turnê começou na Universidade da Flórida em Gainesville, de lá eles foram para Jacksonville e Miami. Janis desenvolveu uma rotina de bebidas durante esta turnê, começando de manhã, passando pela tarde, e estando em ótimas condições para o concerto à noite. Naquela primavera, os concertos foram os melhores de sua carreira. Janis havia criado um estereótipo para separar a imagem da garotinha selvagem de sua própria (a qual já estava cansada), era Pearl. Por dentro, Janis estava cansada de tudo aquilo. Ela estava novamente deprimida e se sentia solitária.
Entre Agosto e o dia de sua morte ela conheceu Seth Morgan, por quem se apaixonou, porém, havia algo diferente nesta relação. Depois de uma seqüência de aventuras sem sentido, Janis estava feliz de encontrar alguém que não se preocupava com fama ou dinheiro. Janis começou a pensar em casamento, deixar as estradas e ter filhos. Essa foi uma época muito feliz de sua vida. Janis chegou a redigir um testamento, onde ela deixava dinheiro para uma festa no seu funeral. Era algo meio mórbido, mas era o seu estilo.
Nessa época Janis começou a gravar Pearl com o mesmo produtor que fazia os discos dos Doors, Paul A. Rothchild em São Francisco. Talvez um dos motivos para Janis ter voltado com a heroína era que ela estava muito apreensiva e com medo de que o álcool chegasse a atrapalhar suas performances.
No dia 4 de outubro de 1970, com parte do álbum gravado, Janis e a banda resolveram sair para tomar uns drinks. Logo após a meia-noite Janis voltou para seu hotel em Hollywood, The Landmark. Ela estava só, e triste por ter brigado com Seth, que tinha dito que iria vê-la em São Francisco mas cancelou a viagem de última hora. Ela ainda desceu do hotel para conseguir trocado para um maço de cigarros. Quando voltou para seu apartamento, Janis entrou em colapso e faleceu.
O motivo da morte de Janis foi uma alta concentração de heroína em seu sangue. Os legistas determinaram que esta concentração era de 40%, enquanto que a heroína vendida naquela época nas ruas era de 1% ou 2%. Esta extraordinária dose de heroína havia levado a vida de Janis, mas não o seu legado. Na festa feita em sua homenagem, como estava escrito em seu testamento, os convites diziam... "Drinks Are On Pearl" (Pearl Pagará as Bebidas). As cinzas de Janis foram espalhadas na costa do condado de Marin, ao norte de São Francisco, Janis finalmente era livre.
"A liberdade nos leva a sentir, e os sentimentos não podem ser ruins. Somos feitos de sentimentos. Estamos compostos de sentimentos e existimos e vivemos por eles, no que me diz respeito. Acho este tipo de liberdade linda" Janis Joplin
É fácil lembrar de Janis Joplin como um lenda extravagante e escandalosa do rock. Mas atrás do cachecol e do álcool estava uma mulher inteligente e sensível que recusava comprometer suas convicções. Sua sinceridade impressionou todos os que conheciam. Janis viverá naqueles que apreciam sua música. Para aqueles que nunca a ouviram cantar, eu somente recomendo que você deve ouvi-la. Ela é muita dramática e livre...
"Ela deixou uma boa impressão em mim e me mostrou que há gente no mundo que não quer nada de você além da amizade" B.B. King.
Janis era uma criança tímida, embora muita inteligente e criativa. Logo quando entrou na terceira série, começou a ter aulas de arte, nas quais ela se interessou muito. Além disso, Janis ainda passava um bom tempo ajudando na igreja e na biblioteca.
Durante o colegial, ela tentou muito se enturmar. Por não ser bonita ou charmosa, ela se tornou um alvo fácil das piadas dos "colegas". Por fora, Janis deixava entender que não estava se importando, mas por dentro ela estava ficando deprimida. Ela começou então a estabelecer certos comportamentos e características. Janis estava se tornando "um dos caras"; sempre se vestindo diferente, sendo rude, barulhenta e além de tudo, começou a ganhar peso. Ela faria qualquer coisa para ser notada, mas chegou a um ponto em que a maioria dos estudantes começaram a odiá-la. Depois de algum tempo, Janis entrou num grupo de cinco garotos e eles permaneceram sendo seus amigos.
Durante o curso superior no Thomas Jefferson High, Janis começou a dar mais tempo à escola. Foi nessa época que ela percebeu seu potencial, começando a vender pinturas e a cantar. Em maio de 1960 Janis se formou. Por um ano ela estudou no Lamar College, para a alegria de sua mãe. Embora tudo isso, ela tinha se tornado inquieta e infeliz. No verão de 1961 Janis se mudou para Los Angeles e em pouco tempo, já estava morando numa área beatnik, em Venice.
No verão de 1962, Janis estava de bem consigo mesma. Ela começou a cantar em público e até mesmo a fazer alguns comerciais. A noite ela trabalhava como garçonete. Foi nessa época em que ela começou a beber.
O verão de 1962 também viu Janis se mudar para Austin. Lá ela começou a cantar com Powell St. John e Lanny Wiggins; com eles, Janis fazia uma banda chamada "The Waller Creek Boys", foi ai que ela começou a cantar blues e rock.
Janis adorava quebrar regras, era uma antagonista, e tinha muita energia. Seu jeito e suas provocações poderiam colocá-la ocasionalmente em problemas. O mundo de Janis consistia em seus quereres e suas necessidades. Ela ficava constantemente embriagada e aprontava de tudo.
Assim, Janis começou a cantar em bares. Ela tocava harpa ou, as vezes tinha algum acompanhamento. O mundo parecia estar se abrindo com ela. Nesse momento todos gostavam dela e tudo que era lamentável em Port Arthur era agora bem-vindo para ela. Janis então, começou a cair em necessidades ainda maiores e acabou entrando no mundo das drogas. O outono de 1964 viu Janis lidando com as drogas, uma maneira para ela de se sentir aceita.
Isso eventualmente tomou sua vida, ela perdeu uma incrível quantidade de peso e se tornou quase um "vegetal". Foi quando seus amigos acharam que estava na hora dela voltar para Port Arthur. No verão de 1965 Janis retornou para sua casa. Ela tentou muito se acostumar à Port Arthur, vestindo roupas legais, indo a lugares legais... Janis sofreu muito neste momento de sua vida. Sua cabeça estava bagunçada e ela estava deprimida na maior parte do tempo. Cantar seria sua única salvação.
Em alguns meses Janis deixou o Texas para voltar à São Francisco, e foi nessa época que ela se juntou com o "Big Brother and The Holding company". Ela chegou dia 4 de Junho, em 1966, justo quando as coisas estavam começando nas esquinas de Ashbury e Haights. Janis produziu músicas cheias de energia e criatividade, e isso trouxe o abuso de drogas mais poderosas.
Nessa época, Janis começou a andar com o "Grateful Dead". Beber se tornou um hábito enquanto ela tentava acabar com o vício das drogas. Ela estava solitária e ainda infeliz. Mas por causa disto, Janis não pôde ficar longe das drogas. No final de 1966, Janis e o "Big Brother" receberam um contrato com uma pequena gravadora, onde chegaram a gravar um álbum, mas este não foi lançado até que eles se tornassem conhecidos nacionalmente. Por isso, eles não continuaram muito tempo com essa gravadora.
Após o Festival de Monterey em 1967, eles conseguiram um empresário; Albert Grossman. Naquele ano Janis estava feliz, tudo estava dando certo; a banda estava gravando e fazendo boas performances, Janis não estava mais excluída, e sua figura estava perfeita.
Tocar no Anderson Theater em New York, lançou a carreira de Janis Joplin. Assim, a banda conseguiu um contrato com a Columbia records. Altas mudanças estavam ocorrendo na vida de Janis em uma velocidade incrível, e ela estava tendo dificuldades com estas mudanças e com a noção de que ela estava se tornando uma "estrela". A banda e Janis começaram a entrar em conflito. Rolavam comentários de que a banda não estava tocando bem e fazendo suas performances sem se preocupar com os detalhes. O "Big Brother" ficava no fundo do palco enquanto Janis estava à frente, e isso os incomodava muito. Eles estavam se sentindo desconhecidos diante de toda a fama que Janis Joplin estava conquistando.
No começo de Agosto de 1968, o álbum Cheap Thrills foi lançado. Ele tinha demorado muitos meses, mas finalmente estava pronto. Os produtores sentiram que ele poderia ser melhor. Existiam muitos defeitos e pouco tempo para trabalha-los. Poucos meses depois do lançamento do álbum, Janis se separou da banda.
Em 1969, Janis conseguiu formar outra banda, mas ela perdeu o grande som que ela tinha com o "Big Brother". Nesse tempo, seu abuso de heroína estava se tornando pesado demais. No outono de 1969 ela lançou Kozmic Blues.
Em Abril de 1970, Janis e sua terceira e última banda estavam juntos. Eles eram conhecidos como "Full Tilt Boogie Band". Janis tinha acabado com seu vício de heroína, e a banda tinha um ótimo som. Janis começou a fazer shows com a banda em Maio daquele mesmo ano. A turnê começou na Universidade da Flórida em Gainesville, de lá eles foram para Jacksonville e Miami. Janis desenvolveu uma rotina de bebidas durante esta turnê, começando de manhã, passando pela tarde, e estando em ótimas condições para o concerto à noite. Naquela primavera, os concertos foram os melhores de sua carreira. Janis havia criado um estereótipo para separar a imagem da garotinha selvagem de sua própria (a qual já estava cansada), era Pearl. Por dentro, Janis estava cansada de tudo aquilo. Ela estava novamente deprimida e se sentia solitária.
Entre Agosto e o dia de sua morte ela conheceu Seth Morgan, por quem se apaixonou, porém, havia algo diferente nesta relação. Depois de uma seqüência de aventuras sem sentido, Janis estava feliz de encontrar alguém que não se preocupava com fama ou dinheiro. Janis começou a pensar em casamento, deixar as estradas e ter filhos. Essa foi uma época muito feliz de sua vida. Janis chegou a redigir um testamento, onde ela deixava dinheiro para uma festa no seu funeral. Era algo meio mórbido, mas era o seu estilo.
Nessa época Janis começou a gravar Pearl com o mesmo produtor que fazia os discos dos Doors, Paul A. Rothchild em São Francisco. Talvez um dos motivos para Janis ter voltado com a heroína era que ela estava muito apreensiva e com medo de que o álcool chegasse a atrapalhar suas performances.
No dia 4 de outubro de 1970, com parte do álbum gravado, Janis e a banda resolveram sair para tomar uns drinks. Logo após a meia-noite Janis voltou para seu hotel em Hollywood, The Landmark. Ela estava só, e triste por ter brigado com Seth, que tinha dito que iria vê-la em São Francisco mas cancelou a viagem de última hora. Ela ainda desceu do hotel para conseguir trocado para um maço de cigarros. Quando voltou para seu apartamento, Janis entrou em colapso e faleceu.
O motivo da morte de Janis foi uma alta concentração de heroína em seu sangue. Os legistas determinaram que esta concentração era de 40%, enquanto que a heroína vendida naquela época nas ruas era de 1% ou 2%. Esta extraordinária dose de heroína havia levado a vida de Janis, mas não o seu legado. Na festa feita em sua homenagem, como estava escrito em seu testamento, os convites diziam... "Drinks Are On Pearl" (Pearl Pagará as Bebidas). As cinzas de Janis foram espalhadas na costa do condado de Marin, ao norte de São Francisco, Janis finalmente era livre.
"A liberdade nos leva a sentir, e os sentimentos não podem ser ruins. Somos feitos de sentimentos. Estamos compostos de sentimentos e existimos e vivemos por eles, no que me diz respeito. Acho este tipo de liberdade linda" Janis Joplin
É fácil lembrar de Janis Joplin como um lenda extravagante e escandalosa do rock. Mas atrás do cachecol e do álcool estava uma mulher inteligente e sensível que recusava comprometer suas convicções. Sua sinceridade impressionou todos os que conheciam. Janis viverá naqueles que apreciam sua música. Para aqueles que nunca a ouviram cantar, eu somente recomendo que você deve ouvi-la. Ela é muita dramática e livre...
"Ela deixou uma boa impressão em mim e me mostrou que há gente no mundo que não quer nada de você além da amizade" B.B. King.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
E o sonho do Hexa novamente foi adiado...
23:54 do dia 02 de julho de 2010. Ainda estou tentando digerir a derrota da nossa seleção brasileira na copa do mundo. Tudo bem, o Brasil não vinha jogando muito bem desde o início da copa, o Dunga levou jogadores ruins, mas...eu acreditei. E quem vai ousar dizer que, mesmo com tudo isso, não torceu por um só momento para o Brasil ? Ainda mais diante de um primeiro tempo perfeito. Confesso que cheguei a acreditar até em uma goleada, após aquele lançamento do Felipe Mello e o nosso total domínio do jogo. Acho ruim perder quando tudo está a nosso favor.
Não acredito que existam culpados, mas se tiver que culpar alguém, eu culparia o Sr. Ricardo Teixeira. Sim, ele é o principal responsável por contratar o Dunga, um cara que nunca foi técnico, para comandar um time de mais de 190 milhões. O Dunga pode até ter levado um monte de volante, jogadores machucados, ou ter mandado a globo pra PQP, mas acredito que de acordo com as suas verdades ele foi fiel. E agora, só nos restam os lamentos e a torcida à eliminação da Argentina...
Até porque, ninguém aqui está afim de ver o Maradona Pelado !
Beijos,
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